A Verdade Sobre os Adoçantes na Dieta Low Carb


Os adoçantes dietéticos são compostos por edulcorantes que têm o poder de doçura muito maior que o do açúcar.

Existe uma variedade bem grande de edulcorantes, e estes podem ser naturais ou artificiais.

A importância em se consumir edulcorantes naturais é simples.

Quando consumimos o edulcorante artificial, o corpo aumenta a secreção de insulina em antecipação de que o açúcar aparecerá no sangue. Quando isso não acontece, o açúcar no sangue cai e a fome aumenta. Além disso, a hiperinsulinemia (aumento da insulina na circulação sanguínea) desencadeia o mecanismo de utilizar glicose como fonte de energia, acumulando gordura tecido adiposo, ou seja, ganho de peso :(

E os efeitos a longo prazo de consumir adoçantes artificiais são desconhecidos.

Vamos conhecer os edulcorantes?

SUCRALOSE: Edulcorante artificial obtido a partir da sacarose, que é o açúcar da cana. Por isso seu sabor é tão parecido com o do açúcar, não apresentando sabor residual amargo.

Apresenta um poder adoçante 600 vezes superior ao do açúcar, resistindo bem a altas temperaturas (podendo ser utilizado em preparações destinadas à cocção).

Estudos recentes mostram um efeito deletério à nossa microbiota intestinal, que está intimamente correlacionada com a obesidade.

CICLAMATO DE SÓDIO: edulcorante artificial não calórico, derivado do petróleo, proibido em muitos países.

Como o próprio nome diz, tem sódio em sua composição, mas não deve ser evitado apenas por hipertensos, e sim, pela população em geral.

Tem poder adoçante que supera em 30 vezes ao do açúcar.

Apresenta um sabor próximo ao do açúcar, mas com residual amargo. Apresenta-se estável a altas temperaturas, podendo ser utilizado em preparações destinadas à cocção.

Sacarina: Edulcorante artificial não calórico mais antigo que existe. Também é derivado do petróleo :(

Apresenta um poder adoçante 200 a 700 vezes maior que o do açúcar comum. Sozinha,

em altas concentrações, tem gosto residual amargo e metálico, e por isso é normalmente associada ao ciclamato de sódio (dupla que não é legal).

É estável a altas temperaturas, podendo ser utilizada em preparações quentes.

Como o próprio nome diz, tem sódio em sua composição, mas também não deve ser evitado apenas por hipertensos, e sim, pela população em geral.

Junto com o ciclamato de sódio, formam uma dupla de preço bem acessível, por isso são tão consumidos, infelizmente :(

ASPARTAME: Adoçante artificial não calórico obtido a partir de dois aminoácidos (ácido aspártico e fenilalanina). É neurotóxico, não deve ser consumido por ninguém também.

É talvez o adoçante mais apreciado devido ao seu sabor ser bastante parecido com o do açúcar comum, sem apresentar sabor residual amargo. Por isso, muitas marcas o associam com o ciclamato de sódio e a sacarina sódica.

Perde sua doçura quando submetido a altas temperaturas (acima de 180 ºC), não sendo recomendado para preparações destinadas à cocção. Deve ser evitado por pacientes

portadores de fenilcetonúria, uma vez que contém fenilalanina.

ACESSULFAME-K: Adoçante artificial com poder de doçura 180 a 200 vezes maior que o do açúcar, tendo sabor semelhante ao da glicose, porém, em grandes doses, deixa um leve sabor residual amargo. É um adoçante considerado totalmente seguro e estável a altas temperaturas, o que facilita sua utilização em preparações de forno e fogão. É amplamente

utilizado na indústria alimentícia.

STEVIA: Edulcorante natural descoberto em 1905, extraído da Stevia rebaudiana, planta originária de uma região na fronteira entre Brasil e Paraguai. Seu poder adoçante é cerca de 200 a 300 vezes maior que o da sacarose (açúcar comum).

É totalmente atóxico e seguro ao organismo, tem sabor residual amargo e resiste bem a altas temperaturas. No Brasil, a Stevia vem associada a outros adoçantes. Fique atento, pois no rótulo tem que estar escrito SÓ Stevia ou 100% Stevia.

Se tiver escrito mix ou palavras semelhantes, significa que vem associado a algum edulcorante artificial.

SORBITOL: Edulcorante natural presente em algumas frutas, algas marinhas etc. Tem o poder edulcorante igual ao da sacarose e similar ao da glicose. Calórico, fornece 4 calorias/grama. Resiste, sem perder seu potencial adoçante, a processos de aquecimento, evaporação e cozimento.

XYLITOL: Edulcorante natural, é um álcool de açúcar extraído da xilose de alguma plantas ou frutas. Fornece 4 calorias/grama porém não aumenta os níveis de glicose e insulina no sangue.

Tem sabor semelhante ao da sacarose, apresentando uma sensação refrescante na saliva, que aumenta quando associado ao aroma de menta. Precaução: doses acima de 30 g/dia podem provocar diarreia quando consumido pela primeira vez.

É um ingrediente comum em gomas de mascar sem açúcar, doces, menta, alimentos amigáveis ​​com diabetes e produtos de cuidados bucais.

Conclusão: grande vantagem em substituir o açúcar por xylitol, apenas atentar ao limite que você pode consumir por dia a fim de que não tenha episódios de diarreia.

MANITOL: Substância natural, encontrado em frutas e algas marinhas.

Tem valor calórico equivalente ao da sacarose (4 calorias/grama), poder edulcorante

70% superior e um sabor levemente adocicado e refrescante.

Não produz fermentação no organismo, mas provoca um significativo efeito laxativo quando

ingerido em doses elevadas. Quando absorvido pelo organismo, estimula a secreção de insulina ao ser parcialmente convertido em glicose, porém não causa hiperglicemia.

ERYTHRITOL: Edulcorante natural, também é um álcool de açúcar, que tem gosto de açúcar mas contém quase zero calorias e não altera os níveis de glicose e insulina no sangue.

O erythritol pode causar efeitos colaterais como diarréia, dor de cabeça e dor de estômago em algumas pessoas e / ou quando consumido em doses acima de 50 gramas.

O erythritol é descrito como tendo um índice glicêmico zero, e não se descobriu que afeta o açúcar no sangue ou os níveis de insulina. Por estas razões, o erythritol é popular entre pessoas com dietas baixas em carboidratos.

Em conclusão, o erythritol tem várias vantagens sobre o açúcar: ele contém quase nenhuma calorias, não causa cárie dentária, pois não pode ser metabolizado por bactérias orais e não aumenta o nível de açúcar no sangue.

Também não deve causar transtorno digestivo na maioria das pessoas, a menos que seja consumido em grandes quantidades acima de 50 gramas.

Ao escolher alimentos diet, verifique o rótulo e compare a informação nutricional com alimentos convencionalmente adoçados com açúcar para determinar qual é a melhor escolha para você.

E quanto aos adoçantes, leia o rótulo também para ver qual edulcorante ele tem natural ou artificial.




Até o próximo post!

Equipe Receitas Low Carb

www.lowcarb.net.br

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